domingo, 20 de dezembro de 2009

Acordo de Copenhague é aceito pela ONU, mas não tem unanimidade

Do Blog do Planalto

19 de dezembro de 2009


A 15a. Conferência da ONU sobre Clima terminou oficialmente neste sábado (19/12), com a elaboração do “Acordo de Copenhague” após negociação entre líderes dos países do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) e dos Estados Unidos e da União Européia, realizada na noite de sexta-feira (18/12). O acordo foi aceito oficialmente pela ONU mas não teve aprovação unânime – em seu anexo haverá lista com os países contrários ao acordo.


O primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen se mostrou satisfeito com desfecho, mas seu otimismo não é compartilhado por outros líderes. O presidente Lula deixou clara sua frustração no discurso que fez na sessão plenária da conferência.


De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões nos próximos três anos (até 2012) para um fundo de luta contra o aquecimento global. O valor é menor do que os US$ 16,6 bilhões anuais que o Brasil deverá gastar para atingir sua meta de redução nas emissões de gases do efeito estufa.


O “Acordo de Copenhague” diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020.


Principais pontos do Acordo de Copenhague:



  • O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.


  • Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta.


  • Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis combatam os efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.


  • O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”.


  • O texto diz: “Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (…) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento”.


  • Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.


  • O acordo “reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas” e concorda promover “incentivos positivos” para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.


  • Mercado de Carbono: “Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar is mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lula entusiasmou os poucos otimistas em Copenhague


Críticos elogiam Lula e falam em "decepção" sobre Obama


LÚCIA MÜZELL, do Terra



Direto de Copenhague


Um discursou logo após o outro no plenário da Conferência do Clima de Copenhague, na Dinamarca, mas os resultados das falas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama foram diametralmente opostos nos corredores do Bella Center, onde acontece o evento. Enquanto Lula entusiasmou os poucos otimistas que ainda restam no centro de conferências, Obama foi alvo de críticas e decepcionou os que esperavam que ele pudesse mudar o rumo das negociações na reta final.


As diferenças já puderam ser vistas durante os pronunciamentos: Lula teve quatro vezes o discurso interrompido por aplausos, enquanto Obama nenhuma vez - apesar de as palavras do americano serem as mais aguardado de todo o evento. Ao final dos discursos, mais uma vez as palmas enfáticas para o brasileiro se distanciaram dos aplausos meramente protocolares dispensados ao americano.


"O Lula mandou muito bem e abriu a porta para quem sabe as negociações tomarem outro rumo", disse Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. Adário elogiou a postura de vanguarda que o Brasil assumiu, ao oferecer contribuição financeira para o Fundo Global de Mudanças Climáticas para os países pobres. "A gente sabe que o Brasil não é mais nenhum Haiti e vínhamos cobrando isso há anos do presidente. Ele fez o que a gente esperava dele."


O coordenador da ONG Vitae Civilis, Rubens Harry Born, destacou que a fala improvisada de Lula fez toda a diferença. "Ele foi ele mesmo, falou com o coração e passou uma mensagem muito legal de comprometimento. Acho que essa postura pode ter efeitos nas negociações", afirmou Born.


O francês Fabrice Bourger, membro da delegação do seu país, achou que o país deu um exemplo "sem precedentes" e que o discurso de Lula o aproxima ainda mais dos europeus. "Foi constrangedor para os outros países. Mas, sinceramente, nós não esperávamos outra coisa de Lula", afirmou Bourger. "Ele se destaca de todos os outros líderes com essa posição aberta ao diálogo, sem perder a firmeza e a determinação."


Obama: "mico da história"



Já as palavras em relação a Obama foram bem diferentes. "Arrogante", "estúpido", "burocrático" e autor de um "mico histórico" são apenas algumas das definições empregadas nos corredores da COP-15.


"Uma parte, foi de palavras da boca para a fora (como a frase de que "não se pode mais perder tempo" para salvar planeta). E a outra, um verdadeiro absurdo. Foi um mico histórico", disse Born. Para o coordenador da Vitae Civilis, Obama só reforçou o discurso intransigente que os Estados Unidos vinham defendendo na Cúpula do Clima e não trouxe nenhuma novidade. E ainda usou como desculpa para a falta de ação um argumento que todos os países democráticos poderiam utilizar, se quisessem: o de que não pode fazer nada sem a aprovação prévia do Congresso de seu país.


Adário, do Greenpeace, foi ainda mais duro. "A postura do Obama naquele púlpito foi socialmente arrogante e politicamente estúpida. Não está nem perto de assumir a posição de liderança que as pessoas esperavam dele", afirmou, destacando que as três condições impostas pelo americano para que assine um acordo - transparência, verificação das ações e metas de redução baixas - devem manter as negociações travadas.


Também a ausência de especificações sobre quanto os Estados Unidos estarão dispostos a contribuir para fundo internacional de financiamento decepcionaram. Obama garantiu apenas que o país vai entrar com recursos, mas não detalhou nem quanto, nem quando. Bourger, negociador francês, preferiu não se estender nos comentários, mas não escondeu a decepção. "Acho que os esforços da Europa não foram suficientes para mudar nem um milímetro da posição americana.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brasil, política externa

Brasil e Estados Unidos defendem salvo-conduto para Zelaya

Por: Pedro Peduzzi

Publicado em 14/12/2009

Brasília - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, reiterou a posição brasileira em defesa do salvo-conduto (permissão do governo para que transite livremente) do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Segundo ele, esta também foi a posição defendida pelo governo norte-americano, manifestada nesta segunda-feira (14) durante a reunião que teve com o secretário-assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, responsável pela América Latina, Arturo Valenzuela.

“O secretário se disse favorável ao salvo-conduto e [afirmou] que precisamos desbloquear essa situação”, disse Garcia após a reunião. “Manifestamos nossa preocupação de que o episódio de Honduras não venha a estabelecer um precedente que desestabilize a democracia na região, particularmente na América Central, onde o processo democrático é mais recente”, acrescentou.

Zelaya havia pedido, na semana passada, para deixar o país como "hóspede ilustre", mas o governo interino só aceitou a saída caso ele pedisse asilo político a outro país, condição rejeitada pelo líder deposto. Com a decisão de negar o salvo-conduto, Zelaya permanece na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está hospedado desde o dia 21 de setembro.

De acordo com Garcia, a instalação de bases aéreas norte-americanas na Colômbia também foi abordada durante a reunião. “Transmitimos a posição do governo brasileiro, de que [as bases] não são um fator positivo para a região. O governo norte-americano precisa ter um diálogo mais direto com os países da região, para eliminar inclusive a guerra de informações”.

Foram abordados ainda os esforços dos dois países para amenizar os problemas no Oriente Médio, em especial a questão da Palestina e do Irã. “A Palestina é uma questão que tem irradiação negativa muito grande sobre o conjunto da humanidade, incidindo de forma perigosa sobre cenários”.

Sobre o Irã, Garcia disse que os dois governos concordam quanto à necessidade de o país se submeter às normas da Agência Internacional de Energia Nuclear, visando ao uso pacífico desse tipo de energia.

Garcia negou, novamente, que as relações com os EUA estivessem prejudicadas. “Eram boas já no governo Bush e tiveram um upgrade com o [Barack] Obama. É normal que os governos tenham apreciações distintas”, afirmou, em referência às advertências da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, aos países da América Latina que buscam se relacionar de forma mais próxima com o Irã.

Fonte: Agência Brasil

Fidel, o que Obama nos está deixando no hemisfério?

Do site Caros Amigos

Os problemas de Obama

Por Fidel Castro

Como pretende Obama resolver os problemas climáticos se a posição de sua representação nas reuniões preparatórias da Cúpula de Copenhague sobre as emissões de gases de efeito estufa foi a pior de todos os países industrializados e ricos, tanto em Bangcoc como em Barcelona, por que os Estados Unidos não assinaram o Protocolo de Kyoto, nem a oligarquia desse país está disposta verdadeiramente a cooperar?


O teólogo brasileiro Leonardo Boff — que não é discípulo de Marx, mas católico honesto, desses que não estão dispostos a cooperarem com o imperialismo na América Latina — disse recentemente: “arriscamos nossa destruição e a devastação da diversidade da vida.”


“Quase metade da humanidade hoje vive abaixo do nível de pobreza. Os 20% mais ricos consomem 82,49% de toda a riqueza da Terra e os 20% mais pobres têm que se sustentar com um ínfimo 1,6%.” Cita a FAO e adverte: “nos anos próximos, haverá entre 150 e 200 milhões de refugiados climáticos.” E acrescenta por sua conta: “Hoje, a humanidade está consumindo 30% a mais da capacidade de restituição... A Terra está dando sinais inequívocos de que já não aguenta mais.”


O que Boff afirma é certo, mas Obama e o Congresso dos Estados Unidos ainda o ignoram.


O que Obama nos está deixando no hemisfério? O problema vergonhoso de Honduras e a anexação da Colômbia, onde os Estados Unidos instalarão sete bases militares. Em Cuba estabeleceram também uma base militar há mais de 100 anos e ainda a ocupam pela força. Nela instalaram o horrível centro de tortura, mundialmente conhecido, que Obama até hoje não pôde fechar.


Eu considero que, antes que Obama termine o seu mandato, haverá de seis a oito governos de direita na América Latina que serão aliados do império. Em breve, o setor mais de direita dos Estados Unidos tentará também limitar seu mandato a um período de quatro anos de governo. Um Nixon, um Bush ou alguém parecido com Cheney serão novamente presidentes. Então, vai se ver às claras o que significam essas bases militares absolutamente injustificáveis que hoje ameaçam todos os povos da América do Sul, sob pretexto do combate ao narcotráfico, um problema criado pelas dezenas de bilhões de dólares que nos Estados Unidos são injetados no crime organizado e na produção de drogas na América Latina.


Cuba tem demonstrado que para combater as drogas o que faz falta é justiça e desenvolvimento social. No nosso país, o índice de crimes em cada cem mil habitantes é um dos mais baixos do mundo. Nenhum outro do hemisfério pode mostrar índices tão baixos de violência. É sabido que, apesar do bloqueio, nenhum outro tem tão elevados níveis de educação. Os povos da América Latina saberão resistir às agressões do império!


Senado referenda entrada da Venezuela no Mercosul

Agência Senado

Plenário do Senado acaba de aprovar, por 35 votos a 27, o projeto de decreto legislativo (PDS 430/09) que referenda o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O texto agora vai a promulgação.

Com isso, fica faltando apenas a anuência do parlamento do Paraguai para que o país efetivamente passe a integrar o bloco, pois Argentina e Uruguai também já deram sua aprovação.

Brasil encabeça ranking de combate à mudança climática

Do site do UOL

Da BBC Brasil

O Brasil encabeça a lista de um ranking de combate à mudança climática publicado nesta segunda-feira por uma organização não-governamental europeia.

Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), um país emergente ocupou a liderança no ranking, passando para trás países desenvolvidos como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.

O Brasil obteve uma nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho nesse sentido é considerado “bom”.

No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), Grã-Bretanha e Alemanha (65.3), França (63.5), Índia (63.1), Noruega (61.8) e México (61.2).

“É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranking”, avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

“Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática. Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso para com as mudanças positivas.”

As organizações elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamentos no país, que reduziu as emissões de carbono do país.

“Ainda não está claro se isto é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica.”

Esforço insuficiente
O quinto índice de desempenho da mudança climática (CCPI, na sigla em inglês) avaliou as medidas que estão sendo tomadas em 57 países e as comparou com o que está sendo feito em outros países e com o que a organização considera ser necessário fazer para evitar um aumento de 2º C na temperatura do planeta.

Como a ONG considera que “nenhum país está se esforçando o suficiente para prevenir uma perigosa mudança climática” – ou seja, ninguém está cumprindo o critério número dois –, nenhum desempenho foi considerado “muito bom”, o que deixou vazias as três primeiras posições do ranking.

O indicador é divulgado no mesmo dia em que as negociações sobre o clima na capital dinamarquesa esbarram em um impasse, com os países emergentes acusando os desenvolvidos de promover um acordo sem força para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa, que causam o aquecimento global.

No rascunho de acordo apresentado na sexta-feira, as metas de cortes na emissão de carbono variam de 25% a 45% até 2020.

Para os divulgadores do CCPI, as metas apresentadas pelos países ricos são “insuficientes”.

No fim da lista, entre os países com desempenho “muito ruim”, ficaram o Canadá (40.7) e a Arábia Saudita (28.7).

A ONG ressaltou que, apesar de estar entre os dez maiores emissores mundiais de CO2, até agora o Canadá não anunciou nenhuma política significativa em relação ao tema.

Já a Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, é considerada uma espécie de “inimiga” dos ambientalistas por questionar a origem e a importância do fenômeno de aquecimento global.

Na mesma categoria, e a apenas oito do fim do ranking, ficaram os Estados Unidos (46.3).

“Há uma série de propostas de políticas climáticas tramitando no Congresso americano no momento, mas nenhuma ainda aprovada”, disse o diretor de políticas da Germanwatch, Christoph Bals.

“Uma lei que realmente reduza as emissões, assim como uma posição forte em Copenhague, melhoraria sua posição no ranking.”

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA!


Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. .

Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King,Malcolm X Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.



Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO
vivachavezviva.blogspot.com/
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970
por Secretário Geral Antonio Jesus Silva





Copiado dos comentários sobre Ação do DEM contra cotas raciais recebe parecer contrário, Blog Marcílio Moreira


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O que a imprensa brasileira não divulga sobre o Presidente Lula



VEJA O QUE DIZ O PRESIDENTE DO GOVERNO ESPANHOL, ZAPATERO, SOBRE O PRESIDENTE LULA NO

JORNAL EL PAIS(AQUI)














Traduzido do El País


O homem que assombrou o mundo



O presidente do Brasil se tornou o líder indiscutível da América Latina e uma referência para todos os políticos. Brasil pagou toda a sua dívida este ano, está crescendo fortemente e foi aos Jogos de 2016.



JOSÉ LUIS RODRÍGUEZ ZAPATERO 10/12/2009



Este é um homem profundo e tenaz, por quem tenho uma profunda admiração. Eu o conheci em Setembro de 2004, após a Espanha aderiu à Aliança Contra a Fome, que ele liderou, em uma cúpula organizada pelas Nações Unidas em Nova York. Não poderia ter sido melhor chance.



Luiz Inácio Lula da Silva é o sétimo dos oito filhos de um casal de camponeses analfabetos, que viveram a fome e a miséria nos países mais pobres da região nordeste do estado brasileiro de Pernambuco.

Ele tinha os seus estudos com a realização simultânea dos trabalhos os mais diversos e foi forçado a deixar a escola com apenas 14 anos, para trabalhar no ferro e fábrica de aço, uma empresa dedicada à produção de parafusos. Em 1968, durante a ditadura militar, deu um passo que marcaram sua vida: juntar os Metalúrgicos da União de São Bernardo do Campo e Diadema.

De um lado deste homem, seguindo o caminho aberto por seu antecessor como presidente, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país de um futuro que nunca entrou em um realmente formidável, com um futuro brilhante e uma projeção regional e global cada vez mais importante. Finalmente o mundo se deu conta de que o Brasil é muito mais do que carnaval, futebol e praias. Um dos países emergentes, com uma democracia consolidada, e que venha a desempenhar nas décadas seguintes, um crescente protagonismo político e econômico no mundo, como já é feito na América Latina com notável sucesso.

Lula tem o mérito imenso da sociedade brasileira, unidos em torno de uma reforma tão ambiciosa como quieta. É saber, acima de tudo, enfrentar, com determinação e eficácia, os desafios da desigualdade, pobreza e violência que têm tão sobrecarregado história recente do país. Como resultado, a sua liderança no Brasil agora conta com o apoio e o apreço da maioria, mas o mais importante é a aceitação social irreversível que todos os brasileiros têm o direito à dignidade e auto-estima através do trabalho, educação e saúde.

Superação de adversidades de todos os tipos, Lula conseguiu executar esse longo e difícil caminho de interesse privado na defesa dos direitos sindicais dos trabalhadores, o interesse geral do país mais populoso e generalizado do continente sul-americano. Sem desejar ser Lula, que em sua longa marcha conseguiu, também se espera que muitos milhões de seus compatriotas, sobretudo os mais humilhados e ofendidos pelo flagelo da pobreza secular, fornecendo os meios materiais para começar a escapar das consequências deste círculo vicioso.

Enquanto isso, nos sete anos de sua presidência, o Brasil conquistou a confiança dos mercados financeiros internacionais solidez que o valor da sua gestão, a crescente capacidade de atrair investimento direto, como aqueles feitos por várias empresas espanholas, e rigor com que tem gerido as contas públicas. O resultado é uma economia crescendo a uma taxa de 5% ao ano, que tem resistido à prova de recessão global está saindo fortalecida da crise.

Depois de se tornar o presidente que assumiu o cargo com mais apoio eleitoral, em sua quarta tentativa, Lula disse que é inaceitável ordem econômica em que poucos podem comer cinco vezes por dia, e muitos ficam sem saber se eles vão conseguir comer pelo menos uma. E acrescenta: "Se no final do meu mandato brasileiros podem tomar café da manhã, almoço e jantar todos os dias, então vou ter concluído a minha missão na vida."

Neste esforço continua este homem honrado, honesto, forte-querido e admirável, tornar-se uma referência essencial para a esquerda do continente sul-americano do Rio Grande. Ele tem uma visão do socialismo democrático, que enfatiza a inclusão social e a justiça ambiental para permitir uma mais justa, digna, fraternidade e solidariedade.

Brasil terá lugar em breve no Conselho de Segurança da ONU está prestes a se tornar uma usina de energia e será a anfitriã da Copa do Mundo de 2014. Quando nos encontramos em outubro, em Copenhague, Lula estava chorando de felicidade, como uma criança grande, porque o Rio de Janeiro tinha acabado de ser eleita a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016. A euforia que encheu-lhe e que não o impediu de ter o vigor necessário para chegar a Madrid e me consolar, porque não tinha sido escolhido e trancados em um abraço.

Eu não me surpreenderia que esse homem surpreendesse o mundo.

José Luis Rodríguez Zapatero é o presidente do Governo espanhol.

A imprensa prefere falar "merda"


Copiado do Vi o Mundo



O palavrão de Lula e o fim das palafitas no Brasil



Quinta-feira, 10 de dezembro de 2009



Minha Casa, Minha Vida quer acabar de vez com as palafitas do País


Do Blog do Planalto

Os moradores do Residencial Camboa, em São Luís (MA), que se aglomeram desde as primeiras horas desta quinta-feira (10/12), para a cerimônia do PAC Rio Anil, vibraram com o discurso do presidente Lula quando enfatizou: “O povo pobre desse País não voltará a ser a desgraça que era há um tempo atrás”. Lula explicou que as ações de governo decorrentes nos últimos sete anos permitem que as famílias de baixa renda possam a ter peso significante no contexto da economia brasileira.

Lula explicou que quando decidiu pelo lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de residências para famílias com renda de até três salários míninos, teve por objetivo acabar com as palafitas no País. Porém, percebeu algumas dificuldades conjunturais no setor de construção civil e na Caixa Econômica Federal (CEF) para tocar o projeto. Segundo Lula, no próximo ano as questões estarão resolvidas e o projeto atingirá mais de 500 mil moradias construídas e um milhão de unidades contratadas junto à CEF.

Ao desculpar pelo fato do atraso para o início da cerimônia – “Falei com o primeiro ministro da China. Ficamos uns 40 minutos se acertando [comentou que houve dificuldades na tradução]. Vamos juntos para Copenhague” – Lula anunciou que retorna a São Luís entre os dias 17 e 18 de janeiro do próximo ano para o início da terraplanagem para construção da refinaria do Maranhão.

Vocês vão ver o bicho pegar aqui no Maranhão. Vai gerar mais de 100 mil empregos aqui no Maranhão, Vai ter oportunidade de trabalho para muito gente. Por isso resolvemos fazer aqui 13 novas escolas técnicas para pegar essas meninas que estão com 14 a 15 anos para formá-las. Vão ganhar de quatro a seis salários mínimo. Esse será o futuro do País.

Obra estratégica

Em entrevista ao jornal “O Estado do Maranhão”, publicada nesta sexta-feira (10/12), o presidente Lula afirmou que a refinaria da Petrobras, no município de Bacabeira, vai garantir o refino de 600 mil barris de petróleo por dia e não há risco algum do empreendimento não ser realizado.

No momento, estamos em processo de licenciamento ambiental e desenvolvimento da engenharia. Durante a fase de construção, o projeto beneficiará cerca de 132 mil pessoas, com empregos diretos, indiretos, e com o efeito de geração de renda na região.

O presidente assegurou também que o governo vê como prioridade a ampliação do porto de Itaqui:

No PAC, por exemplo, é o segundo porto com maior volume de investimentos. No total, serão gastos R$ 384 milhões em obras de dragagem e de recuperação e construção de berços. Parte das obras de dragagem já está concluída e as obras de construção do berço 100, de alargamento do cais sul e de ampliação do porto, estão em estágio adequado. Pela localização privilegiada, o Porto do Itaqui é a porta de saída natural para as exportações brasileiras destinadas aos países da América do Norte e Europa, sendo fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Nos próximos anos, com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, a demanda e, consequentemente, a importância do porto, crescerão ainda mais.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Celso Amorim: A nossa meta principal é a democracia em Honduras


EUA devem estar "frustrados" com Honduras, diz Amorim


Reuters Brasil - 10 de dezembro de 2009



SÃO PAULO (Reuters) - Os EUA devem estar frustrados com os desdobramentos da crise em Honduras, disse nesta quinta-feira o chanceler Celso Amorim, após o governo de facto se recusar a permitir a saída do presidente deposto Manuel Zelaya do país, o que o ministro considerou "inaceitável".

"Deve ser uma frustração muito grande, acho eu, para os Estados Unidos, cuja diplomacia se envolveu até muito mais que a nossa", avaliou o ministro das Relações Exteriores durante o programa de rádio Bom Dia Ministro.

"Essa frustração advém do fato de você ter sido excessivamente tolerante com um governo golpista", apontou.

Na quarta-feira a saída de Zelaya do país, que desde setembro está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, era dada como certa. Uma autoridade do governo do México chegou a afirmar que o país receberia o presidente deposto.

As negociações, no entanto, atingiram um impasse por conta do status que seria concedido pelo governo mexicano a Zelaya.

Enquanto o presidente deposto quer chegar ao país como "hóspede", o governo de facto exige que ele vá ao México como asilado político, o que o impediria de fazer campanha livremente pela sua volta ao país.

"Essa atitude, quase de querer humilhar o presidente Zelaya, não existe", disse Amorim. "Impor condições é uma coisa totalmente inaceitável", acrescentou.

"Nos interessa muito, sim, que o presidente Zelaya possa sair em segurança, que nossa embaixada não seja de maneira nenhuma atacada", disse Amorim.

O Brasil, que junto com os EUA, condenou o golpe de Estado de 28 de junho que derrubou Zelaya, tem sido crítico da posição norte-americana de reconhecer as eleições presidenciais realizadas em 29 de novembro e vencidas pelo candidato oposicionista Porfirio Lobo.

"Nós não temos nenhuma intenção de reconhecer essas eleições no curto prazo", reiterou Amorim.

O Brasil defendia o retorno de Zelaya à Presidência antes da realização das eleições presidenciais, o que não aconteceu. Após as eleições, o Congresso hondurenho votou contra o retorno do presidente deposto ao poder, que era parte de um acordo mediado por Washington entre Zelaya e o governo de facto que assumiu o país.

"É uma questão de saber até quando vai a paciência do mundo em relação a um governo que está violando constantemente as normas do direito internacional."

"A nossa meta principal é a democracia em Honduras. Infelizmente isso vai demorar a ocorrer porque o processo que foi negociado antes das eleições não foi positivo", afirmou.

(Reportagem de Eduardo Simões)

O golpe e as eleições em Honduras

Um golpe maquiado

Da Carta Capital - 09/12/2009

Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

Com 66% dos votos apurados, o sojicultor Porfirio “Pepe” Lobo, do Partido Nacional (conservador) vence com 55,9% dos votos válidos. O Partido Nacional também conquista a maioria do Congresso (salta de 55 para 80 de 128 deputados) e mais de 60% das prefeituras, inclusive a da capital. O empreiteiro Elvin Santos, da ala golpista do Partido Liberal, teve 38,2% e seu partido cai de 62 para 43 representantes. Mas qual a abstenção que mediria a rejeição popular à eleição e o apoio à Resistência ao golpe? Não houve discussão sobre o vencedor, mas muita sobre a participação dos eleitores.

Foram cinco horas de espera – explicada como “falha técnica” – após o fechamento das urnas, durante as quais (conta o escritor e diplomata hondurenho Roberto Quesada) o TSE hondurenho foi visitado por três coronéis, o tribunal eleitoral forneceu dois dados divergentes. O primeiro, resultado da pesquisa financiada pelos EUA do Consórcio Hagamos Democracia, formado por organizações religiosas e civis e contratado pela ditadura hondurenha, calculou a participação em 47,6%. O segundo, baseado em “dados preliminares” da apuração, seria de 61,3%.

A maioria dos noticiários e agências internacionais ignorou o primeiro número e destacou o suposto aumento em relação aos 56% da eleição de 2005. Não satisfeitos, Roberto Micheletti e Lobo excluem os “ausentes” (que não votaram nas duas últimas eleições) para elevar a participação a mais de 80%. Zelaya e a Resistência, pelo contrário, dizem que a participação foi de meros 40%, 35%, ou mesmo 30%, segundo Patricia Rodas, chanceler de Zelaya, na Conferência Ibero-americana em Portugal. Dessa eleição, na qual todos os observadores internacionais apoiavam o golpe – da organização ultradireitista UnoAmérica ao brasileiro Raul Jungmann, do PPS, passando por conservadores europeus – o que concluir?

Segundo o jornal mexicano La Jornada, a afluência foi alta nos bairros ricos e de classe média, mas “a conta-gotas” nas urnas dos bairros pobres. Nos primeiros, a participação rondaria os 65%, nos segundos deve ter ficado entre 35% e 40%. Isto dá sentido à discrepância: a Resistência enxerga a participação em seus redutos, os golpistas nos seus, o governo e o TSE extrapolam a partir das urnas que lhe interessam e o dado do consórcio é provavelmente o mais próximo da realidade.

Martha Lorena Alvarado, vice-chanceler e porta-voz de Micheletti, não reeleita (como a maioria dos liberais golpistas), insistiu em que “o bipartidarismo segue uma realidade em Honduras e quem quiser o poder terá de buscá-lo por algum dos dois partidos”. Para negar o óbvio: o revezamento de conservadores e liberais cedeu ao enfrentamento social. A esquerda nacionalista apoiada nas massas populares e organizada em novos movimentos contra uma direita conservadora-liberal respaldada nas classes médias. Ao abafar um lado, o golpe e a eleição marcada por prisões e julgamentos políticos e por repressão de marchas e comícios oposicionistas interrompem só brevemente uma evolução semelhante à do -Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

Entrevistado como vencedor, “Pepe” Lobo insistiu, quase histérico, que a crise está finiquitada, que Manuel Zelaya “já é história”. Outra negação do óbvio: Perón e Vargas ainda dividem águas nos países onde foram história. E em Honduras, os liberais golpistas, inconformados com a derrota, veem em Lobo um “Mel azul” (cor do Partido Nacional – os liberais são “colorados”).

Em 2005, “Pepe”, com um ex-assessor de Reagan e Bush a seu serviço, prometia a pena de morte e brandia a escultura de um punho de ferro para se dizer candidato da “mão dura”. Perdeu para “Mel”. Desta vez, deu-se retoques “populistas”. Elogiou o Bolsa Família e disse querer ir ao Brasil conhecê-lo. Procurou ficar “em cima do muro” entre Micheletti e Zelaya quando este parecia ter chances de voltar ao poder e foi à embaixada do Brasil abraçá-lo. Nunca opinou sobre a (i)legalidade do golpe, apesar de seu partido votar unânime para ratificar o golpe e impedir a restituição de Zelaya em 2 de dezembro, após a eleição.

Lobo flertou com o comunismo na juventude e estudou ciências políticas em Moscou, onde fez amizade com Ramiro Vázquez, um dos líderes da guerrilha de El Salvador e da FMLN. Seu partido costuma estar à direita do Liberal, mas os golpistas o veem com desconfiança. Diz Martha Lorena: “Ao primeiro movimento que fizer à esquerda, que espero em Deus que não se dê, porque há um grupo assessor muito importante que não permitirá isso, nos terá do outro lado, marchando”. Provavelmente com “azuis” da velha guarda, como o ex-ministro Óscar Álvares, para o qual “subversivos não têm direitos humanos”.

Tantas negações, devidamente invertidas, traçam um prognóstico plausível. A Resistência criará um braço eleitoral e será a verdadeira oposição. Para Carlos Reyes, independente de esquerda que retirou a candidatura em protesto contra o golpe, e Rafael Alegría, líder camponês dos protestos de rua, a crise se agravará com o aumento dos impostos e a desvalorização da moeda, dando oportunidade a mais manifestações de massa. Se Lobo quiser governar com algum consenso, será um pouco como Zelaya: fará concessões “populistas” e isolará a direita liberal-conservadora. Com ou sem o ex-presidente, prosseguirá o movimento por uma nova Constituição, pois a atual, absurdamente rígida, bloqueia qualquer reforma mais profunda. Um repeteco.

Fica o problema do isolamento. Antes mesmo de eleito, Lobo prometeu “bater à porta do presidente Lula e de todos”, mostrando que a questão está longe de ser secundária. Em tempo de retração dos EUA, Honduras não pode desprezar o resto do mundo. Na Cúpula Ibero-americana, Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e bolivarianos mostraram-se firmes em não reconhecer o “golpe cívico-midiático” e a eleição, “quase um simulacro” (palavras de Cristina Kirchner) – Lula com um “categoricamente não, fora de questão”. Colômbia e Costa Rica somaram-se aos EUA, Panamá e Peru do lado oposto; México, Espanha e El Salvador hesitam. Sem um fato novo, o impasse deve continuar enquanto Lobo e a Resistência não firmarem um pacto político.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DEMO, Arruda e panetones

Polícia Federal desmonta versão panetone

por ANDREI MEIRELES

Flagrado em vídeo recebendo R$ 50 mil em dinheiro vivo de seu ex-secretário Durval Barbosa, o governador de Brasília José Roberto Arruda disse que eram recursos para a compra de panetones, que depois teriam sido distribuídos em comunidades carentes.A investigação da Polícia Federal mostra que a versão de Arruda também seria uma fraude. Segundo apurou a PF, há 20 dias o empresário Roberto Cortopassi Júnior, um dos donos da empresa da WRJ Engenharia, chamou para uma conversa o lobista Renato Malcotti – apontado pelos federais como um dos principais operadores financeiros do governador – num café no Shopping Liberty Mall. Cortopassi chegou com um laptop e exibiu para Malcotti um fragmento do vídeo em que Arruda recebe o dinheiro das mãos de Durval. Malcotti teria feito uma ameaça: se Arruda não determinasse ao Banco de Brasília, um banco estatal, a suspensão da cobrança de uma dívida milionária de sua empresa, ele iria divulgar o vídeo. Diante da ameaça, o governador foi aconselhado por advogados a ter uma explicação para o destino do dinheiro. A compra de panetone em período eleitoral poderia ser enquadrada como crime eleitoral, uma acusação que três anos depois das eleições teria pouca conseqüência prática. Há 10 dias, Durval foi chamado à residência oficial do governador, em Águas Claras, onde Arruda lhe teria pedido para assinar recibos sem datas que justificariam os gastos com os panetones. Na ocasião, Durval indagou: “E como eu vou explicar a origem do dinheiro?”. Um dos assessores de Arruda apontou uma saída: “Diz que foi uma vaquinha entre amigos”.

A reunião em Águas Claras foi monitorada pela PF. “Esperto, Durval assinou os recibos com um tipo de caneta que facilita a identificação de quando foi usada”, disse a ÉPOCA um investigador da Operação Pandora. De posse de cópias dos recibos, Durval foi direto da casa oficial do governador para a Polícia Federal. Ali, ele entregou os papéis para serem submetidos a uma perícia do Instituto Nacional de Criminalística. A conclusão foi de que a assinatura era recente. “A tinta ainda estava fresca”, diz um dos investigadores.

Época

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Indústria naval brasileira é a 6ª do mundo

Do blog da Petrobras


Petrobras impulsiona indústria naval brasileira para a 6ª do mundo


P-52 deixando o estaleiro

P-52 deixando o estaleiro

A matéria publicada na edição deste domingo (29/11) da Folha de S.Paulo, “Indústria naval renasce e já é a 6ª do mundo”, mostra que a indústria naval brasileira ressurgiu na esteira das encomendas da Petrobras e tem um estímulo adicional graças à descoberta do pré-sal.

Para o diário paulista, o boom do setor se sustenta nas encomendas de 42 navios da Transpetro, 28 sondas de perfuração da Petrobras e mais de 100 navios de apoio.

Pelos cálculos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as encomendas aos estaleiros e os novos investimentos somam R$ 55 bilhões. São 195 embarcações já contratadas ou com a construção anunciada.

Em nove anos, empregos subiram de 2.000 para 45 mil. E, segundo o jornal, O número deve aumentar nos próximos anos com a instalação prevista de cinco novos estaleiros – cada um pode ter até 3.500 funcionários.

Pequeno agricultor conta como Kátia Abreu tomou sua terra

Copiado do Vermelho

1 de Dezembro de 2009


Pequeno agricultor conta como Kátia Abreu tomou sua terra



Ontem, por telefone, Paulo Henrique Amorim entrevistou o pequeno proprietário rural Juarez Vieira Reis, de Campos Limpos, Tocantins. Juarez reafirmou que a união do poder Executivo e do Judiciário de Tocantins o obrigou a abandonar as terras em que vivia com a família desde 1955, sem receber um tostão. O beneficiário da intervenção foi a então deputada e presidente da associação rural de Tocantins, a hoje senadora Kátia Abreu (DEM-TO).


Kátia Abreu exibe a Veja em defesa do latifúndio

A senadora, , que tenta prender o João Pedro Stédile e depor a governadora do Pará, se apropriou das terras, embora tenha ido à casa de Juarez e prometido que não faria nada para prejudicar a família.

Juarez venceu em todas as etapas do Judiciário, mas não consegue reaver as terras.

Ele demonstrou que os documentos que atestavam a sua propriedade – o usucapião – eram legítimos.

A certa altura, uma autoridade disse que ele tinha tomado aquelas terras e Juarez respondeu: “nunca vi pobre tomar terra de rico”.

Enquanto isso, a senadora não planta no local um pé de feijão.

Juarez calcula que a senadora, com a desapropriação ilegal, tenha se apossado de 3 mil hectares de terra, num platô da Serra Geral.

Juarez mencionou que, no último sábado, conversou com o senador João Ribeiro, do PR de Tocantins, e denunciou a injustiça de que é vítima.

Paulo Henrique Amorim conversou ontem à noite com o senador João Ribeiro, por telefone.

Ribeiro confirmou que esteve com Juarez numa solenidade entrega de 100 títulos, em companhia do senador Eliomar Quintanilha, hoje Secretário de Educação de Tocantins, e José Augusto Pugliesi. Presidente do Instituto de Terra do Tocantins.

Que, de fato, conversou com Juarez.

“Um homem simples”, disse o senador.

“É uma história de estarrecer !”, disse João Ribeiro.

“Foi um processo brutal (de desapropriação)”, disse.

O senador anunciou que vai conversar com o Governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) para apurar como foi essa desapropriação das terras de Juarez e ver o que é possível fazer, dentro da Lei.

“Precisamos ver se a terra é ou era dela. É uma história de estarrecer. E ela (senadora Kátia) não produziu nada: um pé de feijão !”, concluiu o senador João Ribeiro.

Ouça aqui o relato do sr Juarez

+ Fonte: Conversa afiada (http://www.paulohenriqueamorim.com.br)


Campanha da imprensa contra o presidente Lula

Não foi como noticiado

Do Blog do Planalto


O destaque de uma frase do presidente Lula para dar títulos a notícias em portais e sites da internet está levando analistas e leitores a interpretações equivocadas.

Para tirar dúvidas quanto às respostas dadas pelo presidente às perguntas da imprensa sobre a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção no Governo do Distrito Federal, com suposto envolvimento do governador José Roberto Arruda, reproduzimos o trecho integral da entrevista -- em vídeo e texto:


Jornalista: Presidente, como é que o senhor está acompanhando o escândalo envolvendo o governador Arruda, no Distrito Federal?

Presidente: Eu não estou acompanhando, eu não estou acompanhando, porque está na esfera da Polícia Federal. Se está na esfera da Polícia Federal, o Presidente da República não dá palpite. Espera a apuração, para depois falar alguma coisa. Vamos aguardar…

Jornalista: As imagens não falam por si ali, Presidente?

Presidente: Não, mas vamos aguardar. Imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a apuração, toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar um resultado final, um processo, aí anuncia. Aí você pode fazer juízo de valor. Mesmo assim, quem vai fazer juízo de valor final é a Justiça. O Presidente da República não pode ficar dando palpite, se é bom, se é ruim. Vamos aguardar a apuração.

Jornalista: Existem suspeitas, por exemplo, de que esse escândalo tenha vinculações também com questões de financiamento eleitoral. O Brasil já discutiu essa questão da reforma do financiamento eleitoral, mas não avançou. Como é que se resolve esse problema recorrente?

Presidente: Olha, eu tenho duas propostas, já, que eu mandei para o Congresso Nacional. Eu já mandei duas mini reformas políticas para o Congresso Nacional. Agora, não é o Poder Executivo que vota, no Congresso Nacional. Nós já mandamos… No ano passado mandamos uma. Mandamos uma, agora, com sete pontos importantes para serem votados, um deles é o financiamento público. Eu espero que o Congresso Nacional tenha maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem com dinheiro é a questão da estruturação partidária no Brasil. Então, vamos mudar urgentemente e fazer uma reforma política. Eu acho que a reforma política é condição fundamental para que a gente tente evitar que problemas como esse continuem ocorrendo no Brasil.